Quarta-feira, 11 de Julho de 2012

Plataforma das Artes quer ser novo polo cultural da cidade

O antigo mercado municipal de Guimarães é agora casa para um novo espaço da Capital Europeia da Cultura. Os portões e a estrutura do mercado foram mantidos mas no pátio interno ergue-se um edifício que contrasta de forma discreta com aquele cenário. É a Plataforma das Artes e da Criatividade.

 


 

O edifício, inaugurado no final de junho, quer reforçar a presença das artes plásticas na agenda da cidade, que até então não tinha um espaço de grandes dimensões para a realização de exposições. As obras demoraram pouco mais de um ano e o valor global do investimento foi de cerca de 16,6 milhões de euros.

 

A Plataforma das Artes apresenta ao público a exposição “Para além da história”, “uma exposição construída a partir da obra de José de Guimarães e a partir da coleção do artista”, explicou ao SAPO Notícias José Bastos, administrador da Oficina, instituição que gere a Plataforma das Artes e o Centro Cultural Vila Flor.

 

O espaço exterior do edifício salta à vista com dezenas de bancos que fazem lembrar o símbolo da Capital Europeia da Cultura. O coração de Guimarães 2012 encontra-se mesmo fixado à entrada da Plataforma das Artes.

 

“A praça exterior é um espaço que foi devolvido à fruição da população e que será também usado para programação cultural”, referiu José Bastos.

 

O ciclo Plataforma da Música arranca este sábado e vai transformar a praça exterior num grande palco. Até ao final de julho, o espaço recebe Manuel d’Oliveira, acompanhado por Carles Benavent e Jorge Pardo (dia 14), Dee Dee Bridgewater (dia 20), Pat Metheny (dia 21) e Ute Lemper (dia 28).

 

Em agosto, a programação é dedicada à música nacional. Na sexta-feira, dia 3, a Plataforma das Artes e da Criatividade dedica uma noite ao Fado com a presença de Carminho, Cuca Roseta e Ricardo Ribeiro. Nos dias 4 e 5, o ciclo encerra com os GNR e Zé Perdigão. Os bilhetes custam entre 5 a 10 euros, dependendo dos concertos.

 

Alice Barcellos/SAPO Notícias

publicado por Equipa SAPO às 11:27
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Sexta-feira, 24 de Fevereiro de 2012

Antiga fábrica ASA dá lugar a plataforma de criação artística

A antiga Fábrica ASA, em Guimarães é hoje um Laboratório de Curadoria, uma "plataforma" de "apresentação de processos artísticos". A reabilitação do edifício insere-se no programa de Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura.

 


Saíram os panos, as máquinas de fiar e os operários têxteis. Entraram designers, arquitetos, estudantes e artistas, ao abrigo do Laboratório de Curadoria, um projeto de Gabriela Vaz- Pinheiro, que está a transformar a antiga unidade fabril num "monumento para a cidade". Em entrevista à Agência Lusa, Gabriela Vaz-Pinheiro explicou que o projeto vai permitir criar "uma plataforma que permite aos artistas apresentarem processos de trabalho e criarem contacto com as audiências".

 

Num processo fluído, o Laboratório de Curadoria permitirá momentos de discussão, divididos em três etapas. A primeira arranca no próximo sábado, e vai chamar-se "Cruzamentos e Encenações". O segundo momento, a decorrer de junho a setembro, será o de "Documentação e Discurso", seguido por "Nomadismo e Disseminação", até dezembro.

 

A responsável pelo projeto explicou que a escolha do edifício fora do centro histórico é uma forma de "capacitação" da área. "O centro histórico de Guimarães é um valor seguro, bem vivido e bem tratado, mas não existe sem o que está à sua volta", explicou a arquiteta. No próximo sábado vai ser apresentado o trabalho desenvolvido no workshop de 30 dias "Construir Juntos", a cargo do coletivo EXYZT, coordenado pelo arquiteto Alex Roemer.

 

"Viemos para este espaço para criar o cenário do Laboratório de Curadoria", contou à Lusa o artista. Deste cenário faz parte um auditório em madeira, que está a ser construído com a colaboração de alunos de arquitetura da Universidade do Minho e da Faculdade de Belas Artes do Porto. Uma voluntária do projeto "Construir Juntos", Patrícia Gomes, descreveu o auditório que está a ser criado como um monumento para a cidade, não sendo só uma estrutura arquitetónica.

 

Estes "carpinteiros", revelou Roemer, "trabalham, comem, dormem e vivem dentro da fábrica" pelo que, à entrada do "estaleiro", foi construído uma camarata, também em madeira, com sala de trabalho comum, cozinha e tudo o que uma casa tem.

 

Agência Lusa

publicado por Equipa SAPO às 15:04
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Cultura na cidade-berço

Guimarães é Capital Europeia da Cultura durante 2012. O SAPO Notícias quer sentir o pulso à cidade-berço através de reportagens, testemunhos e curiosidades.

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