Quarta-feira, 29 de Fevereiro de 2012

Quando o teatro chega ao público em forma de tendas

São tendas que fazem lembrar um circo mas na verdade pertencem à companhia de teatro itinerante Footsbarn. A pista de atletismo de Creixomil, em Guimarães, transformou-se em palco para uma peça inspirada em Shakespeare.

 



“Criámos um espetáculo chamado Indian Tempest, baseado n'A Tempestade de Shakespeare, aproveitando o facto de integrarmos cinco artistas provenientes da Índia”, diz Patrick Hayter, diretor artístico dos Footsbarn.

 

Uma peça que “fala da humanidade” e que será partilhada com o público de 21 a 23 de maio, data da abertura da tenda e diariamente ao longo dos três meses seguintes. Até lá, os Footbarns vão promover workshops e eventos sociais.

 

“Há esta espécie de invasão de bárbaros que chegam do norte, acampam na entrada da cidade e têm três meses de permanência nesta espécie de cerco, para conquistar a cidade através do seu processo de trabalho, da sua maneira de viver e do seu objeto artístico final”, diz Marcos Barbosa, programador das Artes Performativas da Capital Europeia da Cultura 2012.

 

Esta residência artística cumpre um dos objetivos desta companhia inglesa: levar “o teatro aonde as pessoas estão, em vez de ficar à espera que elas apareçam”. As tendas cumprem esta ideia na perfeição, pois permitem “ir-se onde se quer”, desde que haja “terra e alguma água e eletricidade”, explica Patrick Hayter.

 

Alice Barcellos/SAPO Notícias com Agência Lusa

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Quarta-feira, 1 de Fevereiro de 2012

Um Castelo, um Palácio... e histórias de encantar

O Castelo de Guimarães e o Palácio dos Duques estão muito perto um do outro mas as suas histórias nunca se chegaram a cruzar. Se um é o símbolo do nascimento de Portugal, o outro conserva episódios da corte portuguesa no século XV. Partilham apenas o facto de serem os monumentos mais visitados da cidade de Guimarães.

 


Por estarem muito perto um do outro, os dois monumentos geram frequentemente confusão a quem os visita. "Muitas das vezes as pessoas visitam o Palácio e pensam que estão a visitar a casa onde viveu o rei D. Afonso Henriques. Ele não tem nenhuma ligação ao Palácio, está apenas ligado ao Castelo que fica aqui ao lado", explica Dulce Ribeiro, guia do Paço dos Duques, espaço que integra os dois monumentos, ao SAPO.

 

O que resta da construção que remonta ao século X faz aguçar a curiosidade dos visitantes, quanto mais não seja pela vista sobre a cidade. Foi lá que Afonso Henriques se bateu contra a sua mãe na Batalha de São Mamede, que marcou o nascimento de Portugal. A carga simbólica é evidente. "Apesar de estar em ruínas é um monumento nacional muito visitado, não pela construção em si, mas pela simbologia que lhe está associada", refere a guia.

 

Das muralhas do Castelo avista-se o Palácio dos Duques. Apesar de poucos metros separarem os dois monumentos, as suas histórias nunca se cruzaram. O espaço, que outrora pertenceu a D. Afonso (filho ilegítimo do rei D. João I e de D. Inês), é agora um Palácio que retrata a vida da realeza no século XV.

 

Depois de alguns séculos deixado ao abandono, durante os quais chegou a servir como quartel militar, o edifício começou a ser recuperado em 1937 por iniciativa de António de Oliveira Salazar. Desde 1910, juntamente com o Castelo de Guimarães, é considerado Monumento Nacional. Em 2007, o Castelo foi considerado uma das sete Maravilhas de Portugal.

 

Ambos os monumentos estão a sofrer pequenas obras de restauração para a Capital Europeia da Cultura 2012. No ano passado receberam ao todo 350 mil visitantes mas este ano a organização espera ultrapassar esse número com o evento.

 

Catarina Osório/SAPO Notícias

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Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2012

Uma fábrica de cultura no centro de Guimarães

O Centro para os Assuntos da Arte e Arquitetura (CAAA) funciona, desde outubro do ano passado, num edifício que já foi uma fábrica em Guimarães. A aparência do espaço não engana quanto ao seu passado. Por fora, a fachada de cor escura, grandes janelas quadradas e, por dentro, salas amplas e com poucos acabamentos são provas da antiga função do CAAA.

 

Veja a reportagem em vídeo:

 


O “renascimento” do espaço é da responsabilidade de nove artistas de áreas diversas: cinema, fotografia, música, arquitetura, artes plásticas e design. O resultado já é bem visível nas inúmeras iniciativas que o centro tem organizado.

 

“O que nós fizemos foi recuperar o espaço de uma forma muito simples e muito barata para poder utilizá-lo para várias iniciativas relacionadas com arte”, conta ao SAPO Joana Gama, pianista e uma das fundadoras da instituição.

 

O CAAA partiu da iniciativa deste coletivo que apanhou a “onda” da Capital Europeia da Cultura (CEC), que arranca oficialmente neste sábado. “Era bastante improvável que isto pudesse acontecer sem o impulso da capital da cultura”, refere Joana Gama.

 

“Nós aproveitamos este momento em que a cidade está em grande rebuliço para lançar este projeto e para criar algo que nascesse antes de 2012 mas que ficasse para 2013 e para os anos seguintes”, afirma a pianista.

 

O objetivo principal é dinamizar bastante o espaço durante o ano para que este “fique conhecido em 2012 e que depois disso as pessoas continuem a vir cá”, diz.

 

Quatro galerias de arte, uma biblioteca, uma sala de espetáculos e uma de ensaios, estúdios para residências artísticas, laboratórios de criação digital, de fotografia, arquitetura e de produção audiovisual são os elementos que fazem do CAAA uma autêntica fábrica de cultura. 

 

Alice Barcellos/SAPO Notícias

publicado por Equipa SAPO às 11:04
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Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2012

Guimarães, o "orgulho" dos vimaranenses

O SAPO foi ver e ouvir o ambiente que se vive na cidade de Guimarães, Capital Europeia da Cultura em 2012. Os relatos são de “orgulho” e “ânimo” a poucos dias da abertura oficial.

 

Veja a reportagem em vídeo:

 


O frio era intenso mas o sol, que já raiava na cidade-berço, batia em cheio num dos espaços mais conhecidos de Guimarães, a Praça do Toural - anteriormente designada Largo.

 

A conhecida "sala de visitas" da cidade foi requalificada juntamente com a Alameda São Dâmaso e Rua de Santo António. O largo que já foi "casa" da estátua de D. Afonso Henriques e de um monumento, recebeu agora uma fonte do século XV. O jardim público deu lugar a um espaço amplo. O piso da praça foi desenhado pela artista plástica Ana Jotta, tendo por base as pedras de quartzo e basalto que estavam no antigo largo. 

 

As obras custaram perto de 8 milhões de euros e ficaram concluídas em dezembro do ano passado.

 

“Acho que o Toural ficou a ganhar, mesmo nós vimaranenses andamos às compras e vemo-nos uns aos outros”, “parece-me a Praça de São Marcos em Itália”, “ficou mais airoso”, dizem alguns habitantes.

 

Os vimaranenses que o SAPO abordou mostraram-se muito satisfeitos com as obras feitas na cidade para acolher a Capital Europeia da Cultura. “Sinto-me orgulhoso por ver uma cidade como a minha tão bonita”, diz um habitante ao SAPO.

 

Ao todo, para o evento, foram realizadas 13 intervenções, incluindo reabilitação e requalificação de espaços antigos e novas infraestruturas – cerca de 70 milhões de euros investidos pela Câmara Municipal através de fundos comunitários.

 

Capital Europeia da Cultura “vai prolongar-se para lá de 2012”


Depois de 2012, os habitantes esperam que a cidade continue com o mesmo dinamismo e ativa do ponto de vista cultural.

 

“Os efeitos têm de se propagar durante pelo menos mais dois anos”. “Como aconteceu já noutras Capitais Europeias da Cultura, Guimarães vai sentir sim 2012, mas, possivelmente, 2013 e 2014 serão uma continuação do que está a acontecer este ano”, afirmam dois vimaranenses ao SAPO.

 

Catarina Osório/SAPO Notícias

publicado por Equipa SAPO às 15:06
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Cultura na cidade-berço

Guimarães é Capital Europeia da Cultura durante 2012. O SAPO Notícias quer sentir o pulso à cidade-berço através de reportagens, testemunhos e curiosidades.

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Confira a programação completa da Capital Europeia da Cultura no site oficial.

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