Sexta-feira, 21 de Dezembro de 2012

As polémicas da Capital Europeia da Cultura

Espetáculos, cinema, festas e praças cheias marcaram a Capital Europeia da Cultura Guimarães 2012, um evento único, também marcado por acusações de falta de pagamento a artistas, uma Casa da Memória vazia e um comandante da GNR destituído.



Guimarães 2012 foi também notícia pelo abandono dos artistas palestinianos do projeto Sarha por incumprimento da produtora contratada pela Fundação Cidade de Guimarães para a iniciativa, o Centro de Criação para o Teatro e Artes de Rua (CCTAR), também responsável pelos espetáculos dos La Fura dels Baus no evento.

 

As vozes mais críticas do projeto foram mesmo as de artistas que acusaram, e acusam, a Fundação Cidade de Guimarães de não lhes pagar os honorários contratualizados tendo mesmo formado um grupo "Eu fiz parte mas não me pagam".

 

A Casa da Memória, apresentada como um "museu-casa de encontro" da cidade de Guimarães com o indivíduo, retratando a "cidade Património da Humanidade" através de cada vimaranense, está erguida, na antiga fábrica de plásticos Pátria, mas permanece vazia.

 

O espaço acabou por ser utilizado por algumas iniciativas de Guimarães 2012, como a Contextile, mas ainda não está prevista nenhuma data para a conclusão do projeto museológico, ficando por concluir um projeto de quatro milhões de euros.

 

Também por completar está a iniciativa do projeto "Constelações", do programa associativo Tempos Cruzados. A diferença é que este tem execução assegurada para o ano de 2013. Na base desta "reprogramação" esteve o atraso das transferências de verbas dos fundos comunitários para Guimarães 2012.

 

Aliás, no dia em que se começa a festejar o fim da CEC 2012, a Fundação Cidade de Guimarães recebeu apenas cerca de 7 dos 21 milhões de euros dos fundos comunitários destinados ao evento.

 

Em falta, acusa o CENA - Sindicato dos Músicos, dos Profissionais do Espetáculo e do Audiovisual, estão também os pagamentos aos artistas, que formaram mesmo o movimento "Eu Fiz Parte mas Não me Pagam", alusão ao lema de Guimarães 2012, "Nós Fazemos Parte".

 

Os "calotes" da CEC chegaram mesmo ao Parlamento com o presidente da Fundação a assegurar que estavam "já a ser regularizados" e os artistas a acusar Serra de mentir. A verdade é que o próprio responsável pela CEC admitiu, em entrevista à Lusa, ter salários em atraso.

 

Um país foi enterrado na CEC Guimarães 2012. Portugal de seu nome. Carpideiras lamentaram a morte do "querido marido", "morto à traição". Soldados da GNR encabeçaram o cortejo lobregue e dispararam uma salva de tiros.

 

Os cartuchos foram apanhados pelo Comandante do Posto Territorial de Braga que acabou destituído por ter autorizado a participação de soldados, fardados a rigor, no enterro do país.

 

Quem passou pela CEC e tentou descarregar a aplicação Descobrir Guimarães para iphone ou android é capaz de ter tido dificuldades, uma vez que a mesma, apesar de ter sido apresentada numa conferência de imprensa, não chegou funcionou em pleno.Embora a organização diga que sim.

 

Não obstante alguns percalços, Guimarães 2012 contabilizou milhares de espectadores, centenas de exposições, dezenas de concertos e exposições, num ano único para a cidade.

 

Agência Lusa

publicado por Equipa SAPO às 10:40
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