Sexta-feira, 31 de Agosto de 2012

Cinema e música são duas apostas que se renovam em setembro em Guimarães 2012

O cinema brasileiro está em destaque em Guimarães 2012, no mês de setembro, com dois ciclos, e a música continua a encher o calendário da programação com destaque para a presença da violinista Viktoria Mullova e de Howe Gelb.


Cena do filme “Riscado”, de Gustavo Pizzi

 

O “Novíssimo cinema brasileiro” é o título do primeiro ciclo deste mês, que, entre 09 e 13 de setembro, dá a conhecer algumas das películas mais recentes deste país, numa progração definida por Américo Santos, do Festival Luso-Brasileiro de Santa Maria da Feira, em sessões a decorrer no São Mamede.

 

São cinco filmes nunca estreados em Portugal, o mais antigo de 2007, que, segundo o programa, saem das mãos de “jovens cineastas que recusam um olhar televisivo e procuram retratar um Brasil sem enfeites, sem clichés”.

 

A mostra abre com “Riscado”, de Gustavo Pizzi, seguindo-se, a 10, “O Céu sobre os ombros”, de Sérgio Borges, que aborda o mundo da prostituição e da transexualidade.

 

A 11 de setembro, a noite é para ver “A falta que nos move”, de Christiane Jathay e, a 12, um filme que retrata o pesadelo social brasileiro, “A casa de Alice”, realizado por Chico Teixeira.

 

O ciclo encerra com um “road movie”, “Além da Estrada”, a estreia de Charly Braun, que recolheu alguns prémios em vários festivais internacionais.

É a Glauber Rocha (1939-1981), figura tutelar do “cinema novo” brasileiro, que é dedicado o segundo episódio deste mês dedicado ao Brasil, com a exibição de cinco filmes essenciais do realizador, também no São Mamede, entre 16 e 20 de setembro. O seu primeiro filme, “Barravento”, abre a mostra, seguindo-se “Deus e o diabo na terra do sul”, um retrato da pobreza e da violência no nordeste brasileiro.

 

“Terra em transe”, o filme que o consagrou, ao receber em Cannes, em 1967, o Prémio da Crítica, é exibido a 18 de setembro, seguindo-se “António das mortes”, também premiado em Cannes, mas com o prémio para a melhor realização.

 

O ciclo encerra com a “Idade da Terra”, justamente o último filme do realizador e um dos mais polémicos da sua carreira.

 

A mostra decorre em parceria com a Cinemateca Portuguesa, em Lisboa, que vai exibir as mesmas obras do cineasta.

 

Música clássica em destaque

 

A música clássica vai continuar também a preencher a programação da Capital Europeia da Cultura, com destaque para a presença, este mês, no dia 14, da violinista de origem russa Viktoria Mullova que, com a Fundação Orquestra Estúdio, interpretará obras de Shostakovich, Strauss e Ravel e, em estreia absoluta, “Contraluz” do compositor português Pedro Faria.

 

Viktoria Mullova, conhecida pelas interpretações de JS Bach, Tchaikovsky ou Sibelius, mas também de composições vindas de outros universos, como os de Miles Davies, Duke Ellington, Alanis Morissette, Youssou N'Dour ou dos Beatles, ficou mundialmente conhecida quando em 1982, quando fugiu da URSS, aproveitando uma atuação na Finlândia, pouco depois de ter conquistado a Medalha de Ouro no Concurso Internacional Tchaikovsky, em Moscovo.

 

Com o namorado maestro e disfarçada com uma peruca loura, Mullova viajou com a ajuda de um jornalista para a Suécia, nesses anos da Guerra Fria, para descobrir fechada a embaixada norte-americana, onde tencionava pedir asilo político. Permaneceu dois dias fechada num quarto de hotel, enquanto as suas fotografias chegavam às primeiras páginas dos jornais.

 

Durante o mês de setembro, voltam a visitar Guimarães as orquestras do Algarve (a 7), a de Macau (a 22) e a Sinfónica do Porto (a 29), reforçando a aposta na música clássica, enquanto os amantes de outros géneros musicais vão ter de se contentar com a presença quase solitária de Howe Gelb, uma voz que ressoa à América profunda, algures entre Bob Dylan e Neil Young e que é a alma de projetos como Giant Sand ou Arizona Amp and Alternator.

 

Agência Lusa/SAPO Notícias

publicado por Equipa SAPO às 11:36
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Segunda-feira, 21 de Maio de 2012

Alexandre Desplat ensina música para cinema em Guimarães

Alexandre Desplat, um dos mais requisitados compositores para cinema da actualidade, vai estar em Guimarães de 25 a 27 de maio, como convidado da Capital Europeia da Cultura, que lhe dedica um ciclo de programação. Além da exibição de uma selecção de filmes, Desplat dá um concerto e uma masterclass sobre composição para cinema.

 

Veja a notícia completa no SAPO Cinema.

publicado por Equipa SAPO às 17:29
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Laurie Anderson escolhe Guimarães para começar digressão europeia

Laurie Anderson, uma das músicas e performers mais originais dos Estados Unidos, começa a sua digressão europeia com a apresentação de “Dirtday!”, em Guimarães - Capital Europeia da Cultura, esta terça-feira.


 

Em “Dirtday!”, Laurie Anderson discorre sobre a política, as teorias da evolução, a família e a História, com palavras e canções.

 

Música, performance e artes visuais são a base, num espetáculo multimédia que fecha uma trilogia, que teve em “Hapiness” e “The End of the moon” os episódios anteriores.

 

A nova-iorquina vai ainda atuar em Coimbra, no Teatro Gil Vicente (na quarta-feira), em Aveiro, no Teatro Aveirense (quinta-feira), em Torres Vedras, no cineteatro local (sexta-feira) e em Torres Novas, no Teatro Virgínia (no sábado).

 

“Ela acaba por ser uma conjugação de diferentes artes, a música, a força da palavra e também a presença da imagem, e é na conjugação de fatores que acaba por ser bastante impactante a sua obra”, declarou à agência Lusa Rui Torrinha, o coordenador do programa Polifonias, em que se insere a atuação de Laurie Anderson.

 

Para Rui Torrinha, é de esperar “um espetáculo multimédia com música, voz, projeções de imagens, focado nos mesmos problemas tão contemporâneos e tão queridos dela, que questiona as políticas do mundo, com uma grande vontade de intervenção e uma mensagem política”.

 

Pela boca de Laurie Anderson: “Os políticos são essencialmente contadores de histórias. Eles descrevem o mundo como ele é e também como eles acham que deve ser. Como uma parceira contadora de histórias, parece-me boa altura para pensar como as palavras podem literalmente criar o mundo”.

 

“Homeland”, de 2010, é o último registo discográfico e será de esperar alguns temas provenientes desse álbum, da artista que gosta de se fazer acompanhar pelo violino e que ficou mundialmente conhecida, a partir dos anos 1980, com o seu single “Superman” e os discos “Big science” e “Home of the brave”.

 

Laurie Anderson, que chega com algum tempo de antecedência para limar todos os detalhes deste espetáculo, é para Rui Torrinha “uma artista que olha o mundo de uma forma muito particular, coloca as coisas como um todo, se calhar numa visão algo holística, mais do que apenas numa ideia musical”.

 

Agência Lusa/SAPO Notícias

Foto@AFP

publicado por Equipa SAPO às 11:39
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Cultura na cidade-berço

Guimarães é Capital Europeia da Cultura durante 2012. O SAPO Notícias quer sentir o pulso à cidade-berço através de reportagens, testemunhos e curiosidades.

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