Sexta-feira, 21 de Dezembro de 2012

Capital Europeia da Cultura despede-se com 48 horas de festa

“Então ficamos…" é a mensagem do espetáculo que abre a programação de encerramento da Guimarães 2012, a que se seguirá a “Festa do não fim do mundo”, numa sucessão de eventos ao longo de 48 horas.



La Fura Dels Baus e Mi Casa es tu Casa são dois regressos para este encerramento da Capital Europeia da Cultura (CEC) que começa hoje, pelas 20:00 horas e só termina no domingo com a Gala de Natal da RTP, pelas 20:00 horas.

 

Ainda antes de arrancar o espetáculo “Então ficamos…” no Multiusos de Guimarães, decorrerá uma cerimónia protocolar para a passagem de testemunho às capitais de 2013, neste caso Marseille-Provence (França) e Košice (Eslováquia).

 

Depois vem o tempo do espetáculo, já esgotado, que marca o mote de Guimarães 2012 subir ao palco. Ao palco do Multiusos vão confluir dois anos de trabalho desenvolvido na comunidade vimaranense, apresentado por centenas de pessoas que participaram nas várias residências artísticas nas freguesias que preencheram os anos de 2011 e 2012.

 

Se a 22 de janeiro, os La Fura Dels Baus começaram a contar uma história na CEC, dividida em cinco capítulos é este domingo que chegam à sua conclusão. O cavalo e o “transformer” voltam ao Toural para, a partir das 23:35 horas, entre uma parada de tochas, “vídeo mapping”, uma rede humana e um coro infantil, fecharam a CEC 2012 e abrirem uma nova etapa, "Tempo para Guimarães ser mais".

 

A partir daí segue-se a “Festa do não-fim do mundo” que promete animar o centro histórico da cidade com DJ e muita animação numa programação organizada com os bares da zona.

 

No sábado e no domingo, ao longo de todo o dia, na Plataforma das Artes e da Criatividade, vai ser possível revisitar obras e projetos marcantes de Guimarães 2012 com, filmes, performances, exposições e fotografia.

 

Também no sábado, no Centro para os Assuntos da Arte e Arquitetura, serão apresentados os trabalhos desenvolvidos nas aulas, nos workshops e nos sprints, que decorreram ao longo do quadrimestre. Esta mostra terá apresentações individuais e sessões de perguntas e respostas.

 

Há noite regressa o programa “Mi casa es tu casa” que leva artistas a atuações em casas particulares. Valter Lobo, Osso Vaidoso, António Chainho, Samuel Úria, Noiserv, Manuel João Vieira, Márcia, JP Simões, Capicua são alguns dos muitos nomes presentes.

 

O fim de semana de fecho da CEC marca ainda o final do IV Festival Internacional de Órgão Ibérico, com um concerto na Igreja de Santo António dos Capuchos do organista José Carlos Miranda e do solista Giampaolo Di Rosa, que vão interpretar obras de Haendel e Dvorak.

 

O final CEC Guimarães 2012 acaba no domingo com a Gala de Natal da RTP. O Natal sobe ao palco do Pavilhão Multiusos durante um concerto no qual serão interpretados os ícones musicais tradicionais da quadra pela Fundação Orquestra Estúdio, e por um leque de convidados surpresa.

 

A Fundação Cidade de Guimarães garante ainda animação contínua pela cidade e espaços comerciais, que aceitaram o convite para programar eventos culturais e, de forma simbólica, demonstrar a emancipação da cidade e das suas estruturas comerciais, que veem reforçado o seu papel da oferta cultural da cidade.

 

Agência Lusa

publicado por Equipa SAPO às 11:00
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Terça-feira, 18 de Dezembro de 2012

Coração da Capital Europeia da Cultura fez de Guimarães destino para lua-de-mel

O coração do logótipo da Capital Europeia da Cultura Guimarães 2012 foi o "fator X" para um casal de polacos escolher aquela cidade do Minho como destino para a lua-de-mel, numa "viagem pela cultura do amor".


 

Depois de uma semana na cidade, Anne e Francklin, 29 e 32 anos, confessaram em entrevista à Lusa o desejo de que a vida a dois seja como Guimarães: bela, mas com menos chuva.

 

Das praças, ruas, cafés e avenidas vimaranenses levam memórias que se prendem aos sabores, ao "cinzento alegre da cidade", a espetáculos, edifícios e à História de Portugal.

 

Podiam ter ido para qualquer outro lugar, explicaram. Mas a "navegar sem destino pela web" viram o "coração de Guimarães" num blogue sobre Portugal. "Que melhor presságio para uma lua-de-mel. Foi o fator X para escolhermos", questionaram.

 

Conheciam Portugal, "vem nos livros de História da Europa", mas nunca tinham ouvido falar da "pequena" cidade do Minho onde, como souberam já em Guimarães, nasceu um país.

 

"O mais complicado foi dizer para onde vínhamos aos nossos amigos. Não é um nome fácil", brincaram. As variadas formas como pronunciaram Guimarães ao longo da conversa comprovam a dificuldade.

 

"Mal chegámos a Guimarães vimos o coração de que viemos atrás numa das entradas da cidade. Enorme e colorido. Soubemos logo que tínhamos acertado", disse Anne.

 

Em Guimarães, visitaram alguns dos sítios emblemáticos que marcam a cidade. O castelo, "lindo e oponente", as praças medievais de Santiago e da Oliveira, a "magnífica" praça do Toural e o Paço dos Duques, "uma pérola".

 

Só quando chegaram a Guimarães se aperceberam "o que era" uma Capital Europeia da Cultura, nunca tinham visitado uma. "Conhecíamos o formato. Mas nunca tivemos curiosidade para ver uma. Viemos pelo coração, mas levamos daqui muito mais. Fizemos uma viagem pela cultura do amor", explanou Francklin.

 

Do que mais gostaram? "Ficámos estonteados com a beleza da Plataforma das Artes e da Criatividade. O bronze das paredes de dia, as cores de noite, a pedra preta. Ficava bem em qualquer cidade moderna do mundo", responderam.

 

Depois de sete dias na cidade, partem com pena. "Queríamos ver a festa final. Mas não vai dar. Mas vamos felizes. Aliás, espero que a nossa vida seja como esta cidade bela, cheia, mas com menos água. Apanhámos chuva quase todos os dias", brincam, enquanto mostram o guarda-chuva com o logótipo da CEC.

 

Anne e Francklin vieram atrás de um coração. Encontraram uma cidade com sabores, "um cinzento alegre", com uma história que, disse Anne, "passa a História do próprio país".

 

Em Guimarães, dizem ter sido felizes. Mas também ter cometido um pecado pelo qual temem "arder no fogo do Inferno", mas só daqui a muitos anos.

"Não há alma que resista ao pecado da Gula nesta cidade. Dos bolos às carnes. Pecámos. Mas pecámos com prazer", confessaram.

 

Agência Lusa

publicado por Equipa SAPO às 13:06
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Quarta-feira, 11 de Julho de 2012

Plataforma das Artes quer ser novo polo cultural da cidade

O antigo mercado municipal de Guimarães é agora casa para um novo espaço da Capital Europeia da Cultura. Os portões e a estrutura do mercado foram mantidos mas no pátio interno ergue-se um edifício que contrasta de forma discreta com aquele cenário. É a Plataforma das Artes e da Criatividade.

 


 

O edifício, inaugurado no final de junho, quer reforçar a presença das artes plásticas na agenda da cidade, que até então não tinha um espaço de grandes dimensões para a realização de exposições. As obras demoraram pouco mais de um ano e o valor global do investimento foi de cerca de 16,6 milhões de euros.

 

A Plataforma das Artes apresenta ao público a exposição “Para além da história”, “uma exposição construída a partir da obra de José de Guimarães e a partir da coleção do artista”, explicou ao SAPO Notícias José Bastos, administrador da Oficina, instituição que gere a Plataforma das Artes e o Centro Cultural Vila Flor.

 

O espaço exterior do edifício salta à vista com dezenas de bancos que fazem lembrar o símbolo da Capital Europeia da Cultura. O coração de Guimarães 2012 encontra-se mesmo fixado à entrada da Plataforma das Artes.

 

“A praça exterior é um espaço que foi devolvido à fruição da população e que será também usado para programação cultural”, referiu José Bastos.

 

O ciclo Plataforma da Música arranca este sábado e vai transformar a praça exterior num grande palco. Até ao final de julho, o espaço recebe Manuel d’Oliveira, acompanhado por Carles Benavent e Jorge Pardo (dia 14), Dee Dee Bridgewater (dia 20), Pat Metheny (dia 21) e Ute Lemper (dia 28).

 

Em agosto, a programação é dedicada à música nacional. Na sexta-feira, dia 3, a Plataforma das Artes e da Criatividade dedica uma noite ao Fado com a presença de Carminho, Cuca Roseta e Ricardo Ribeiro. Nos dias 4 e 5, o ciclo encerra com os GNR e Zé Perdigão. Os bilhetes custam entre 5 a 10 euros, dependendo dos concertos.

 

Alice Barcellos/SAPO Notícias

publicado por Equipa SAPO às 11:27
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Sexta-feira, 22 de Junho de 2012

Plataforma das Artes inaugura no domingo com exposição de José de Guimarães

É o mais recente espaço da Capital da Cultura 2012. A Plataforma das Artes abre ao público do domingo, dia da cidade de Guimarães.


 

O novo equipamento fica situado nas instalações do antigo mercado da cidade e vai contar com diversas valências: Centro Internacional das Artes José de Guimarães, ateliers e laboratórios criativos. A sessão de abertura, às 10h, será presidida pelo presidente da República.

 

A abertura do novo espaço, que representou um investimento de 16,6 milhões de euros, fica também marcada pela inauguração da exposição “Para além da história”.

 

Trata-se de uma mostra de coleções de arte pré-colombiana, arte tribal africana e arte arqueológica chinesa, bem como de obras do artista plástico José de Guimarães.

 

Também no domingo, Guimarães 2012 inicia o novo ciclo de programação “Tempo para Sentir”.

 

No seguimento dos capítulos anteriores, os La Fura dels Baus e o Centro de Criação de Teatro e Artes de Rua (CCTAR) apresentam um novo espetáculo, que decorre entre o Paço dos Duques de Bragança e o Castelo. A performance tem início às 22h.

 

SAPO Notícias

 

publicado por Equipa SAPO às 17:49
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Sexta-feira, 13 de Abril de 2012

Castelo de Guimarães será "assaltado, destruído e reconstruído"

Símbolo da cidade, o castelo de Guimarães pode despertar memórias e sentimentos distintos. A partir deste sábado, o monumento entra na rota da Capital Europeia da Cultura com o arranque da iniciativa “Castelo em Três Atos”, que vai refletir sobre o passado, presente e futuro do castelo.

 

 

O castelo de Guimarães vai ser “assaltado, destruído e reconstruído”, numa iniciativa em três atos que pretende mostrar o “símbolo da nacionalidade” como “fortaleza do passado, muralha ténue no presente e ponte para o futuro”.

 

O “Castelo em Três Atos: Assalto, Destruição e Reconstrução” é uma iniciativa da Capital Europeia da Cultura Guimarães 2012, comissariada por Paulo Cunha e Silva e que tem como “principal metáfora” o simbólico mas real castelo de Guimarães.

 

“O Castelo é um lugar comum de Guimarães. Mas é uma realidade incontornável”, explica Paulo Cunha e Silva.

 

Mas que castelo? “A muralha, a simbologia, a fortaleza, a prisão. Tudo isto é o castelo. Castelo que é palácio, que encanta, mas também castelo que é masmorra e amedronta”, respondeu.

 

“É o principal símbolo da nacionalidade. Uma fortaleza do passado que ergue uma muralha no presente. Uma muralha ténue perante a incerteza dos dias e que da força das pedras, da resposta a questões incontornáveis, constrói pontes para o futuro”, reflete o comissário da iniciativa.

 

Castelo em Três Atos” promove, de abril a setembro, seis meses de reflexão entre exposições, propostas de castelos, deambulações cinematográficas e até culinária, porque dentro das muralhas de um castelo tudo acontece.

 

Recorde a reportagem que o SAPO Notícias realizou sobre o local:

 

 

Agência Lusa/SAPO Notícias

publicado por Equipa SAPO às 13:25
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Quarta-feira, 1 de Fevereiro de 2012

Um Castelo, um Palácio... e histórias de encantar

O Castelo de Guimarães e o Palácio dos Duques estão muito perto um do outro mas as suas histórias nunca se chegaram a cruzar. Se um é o símbolo do nascimento de Portugal, o outro conserva episódios da corte portuguesa no século XV. Partilham apenas o facto de serem os monumentos mais visitados da cidade de Guimarães.

 


Por estarem muito perto um do outro, os dois monumentos geram frequentemente confusão a quem os visita. "Muitas das vezes as pessoas visitam o Palácio e pensam que estão a visitar a casa onde viveu o rei D. Afonso Henriques. Ele não tem nenhuma ligação ao Palácio, está apenas ligado ao Castelo que fica aqui ao lado", explica Dulce Ribeiro, guia do Paço dos Duques, espaço que integra os dois monumentos, ao SAPO.

 

O que resta da construção que remonta ao século X faz aguçar a curiosidade dos visitantes, quanto mais não seja pela vista sobre a cidade. Foi lá que Afonso Henriques se bateu contra a sua mãe na Batalha de São Mamede, que marcou o nascimento de Portugal. A carga simbólica é evidente. "Apesar de estar em ruínas é um monumento nacional muito visitado, não pela construção em si, mas pela simbologia que lhe está associada", refere a guia.

 

Das muralhas do Castelo avista-se o Palácio dos Duques. Apesar de poucos metros separarem os dois monumentos, as suas histórias nunca se cruzaram. O espaço, que outrora pertenceu a D. Afonso (filho ilegítimo do rei D. João I e de D. Inês), é agora um Palácio que retrata a vida da realeza no século XV.

 

Depois de alguns séculos deixado ao abandono, durante os quais chegou a servir como quartel militar, o edifício começou a ser recuperado em 1937 por iniciativa de António de Oliveira Salazar. Desde 1910, juntamente com o Castelo de Guimarães, é considerado Monumento Nacional. Em 2007, o Castelo foi considerado uma das sete Maravilhas de Portugal.

 

Ambos os monumentos estão a sofrer pequenas obras de restauração para a Capital Europeia da Cultura 2012. No ano passado receberam ao todo 350 mil visitantes mas este ano a organização espera ultrapassar esse número com o evento.

 

Catarina Osório/SAPO Notícias

publicado por Equipa SAPO às 15:14
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Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2012

Uma fábrica de cultura no centro de Guimarães

O Centro para os Assuntos da Arte e Arquitetura (CAAA) funciona, desde outubro do ano passado, num edifício que já foi uma fábrica em Guimarães. A aparência do espaço não engana quanto ao seu passado. Por fora, a fachada de cor escura, grandes janelas quadradas e, por dentro, salas amplas e com poucos acabamentos são provas da antiga função do CAAA.

 

Veja a reportagem em vídeo:

 


O “renascimento” do espaço é da responsabilidade de nove artistas de áreas diversas: cinema, fotografia, música, arquitetura, artes plásticas e design. O resultado já é bem visível nas inúmeras iniciativas que o centro tem organizado.

 

“O que nós fizemos foi recuperar o espaço de uma forma muito simples e muito barata para poder utilizá-lo para várias iniciativas relacionadas com arte”, conta ao SAPO Joana Gama, pianista e uma das fundadoras da instituição.

 

O CAAA partiu da iniciativa deste coletivo que apanhou a “onda” da Capital Europeia da Cultura (CEC), que arranca oficialmente neste sábado. “Era bastante improvável que isto pudesse acontecer sem o impulso da capital da cultura”, refere Joana Gama.

 

“Nós aproveitamos este momento em que a cidade está em grande rebuliço para lançar este projeto e para criar algo que nascesse antes de 2012 mas que ficasse para 2013 e para os anos seguintes”, afirma a pianista.

 

O objetivo principal é dinamizar bastante o espaço durante o ano para que este “fique conhecido em 2012 e que depois disso as pessoas continuem a vir cá”, diz.

 

Quatro galerias de arte, uma biblioteca, uma sala de espetáculos e uma de ensaios, estúdios para residências artísticas, laboratórios de criação digital, de fotografia, arquitetura e de produção audiovisual são os elementos que fazem do CAAA uma autêntica fábrica de cultura. 

 

Alice Barcellos/SAPO Notícias

publicado por Equipa SAPO às 11:04
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Cultura na cidade-berço

Guimarães é Capital Europeia da Cultura durante 2012. O SAPO Notícias quer sentir o pulso à cidade-berço através de reportagens, testemunhos e curiosidades.

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Confira a programação completa da Capital Europeia da Cultura no site oficial.

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