Quarta-feira, 3 de Outubro de 2012

Centro histórico de Guimarães retratado em moeda de coleção

A cidade-berço, que este ano é Capital Europeia da Cultura, serviu de inspiração para uma moeda de 2,50 euros. A moeda de coleção comemorativa do Centro Histórico de Guimarães celebra a área da cidade classificada de Património Mundial da UNESCO.

 

A moeda – da autoria do escultor António Marinho –, apresenta no anverso uma composição em planta dos elementos arquitetónicos mais significativos, procurando exprimir a ideia de visão espacial do local e, simultaneamente, destacar o Centro Histórico de Guimarães num contexto mundial.

 

O reverso da moeda apresenta, em planta, a praça e a Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira. É ainda visível um apontamento da Rua de Santa Maria, que é, pela sua importância e identidade, a expressão da vida quotidiana da população vimaranense.

 

Vão ser emitidas 5 mil unidades com acabamento proof (prova numismática), uma cunhagem especial com fundo brilhante espelhado, e 100 mil unidades em cuproníquel, com acabamento normal.

 

Esta é a 14.ª moeda da série dedicada aos locais classificados pela UNESCO em Portugal. A série foi iniciada em 2004 e a sua conclusão está prevista para o próximo ano, com a emissão de uma moeda alusiva a Elvas e às suas fortificações, recentemente classificadas como Património Mundial.

 

SAPO Notícias

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Sexta-feira, 31 de Agosto de 2012

Emigrantes vimaranenses reconhecem uma cidade mais limpa e segura

Em ano de Capital Europeia da Cultura Guimarães 2012, a cidade ficou mais limpa, policiada e com mais razões para ter saudades, dizem emigrantes vimaranenses que regressam todos os anos "à terrinha", no "querido mês de agosto".

 


Num concelho marcado pela emigração, as ruas e praças do Centro Histórico, durante os meses de férias, enchem-se de matrículas estrangeiras e de homens e mulheres, com sotaques estranhos, que pedem café com "lait".

 

Este ano, voltaram à cidade no verão da Capital Europeia da Cultura, vindos de Paris, da Suíça, do Luxemburgo e, numa vaga migratória mais recente, de Angola, para reconhecerem uma cidade diferente que os "enche de orgulho". Num ano, dizem, "a cidade mudou".

 

Numa mesa de café, no Toural, a Lusa encontrou Carlos Jesus ou "Biguinha", como é conhecido pelas ruas da cidade. Está em França, Paris, há 16 anos, voltou às lides vimaranenses para as férias e encontrou a mesma cidade, mas diferente.

 

"Vivo na cidade há 55 anos, estou fora há 16, mas evidentemente que notei diferenças. Há mais 'pessoal', espetáculos. As ruas estão bonitas, mas uma das coisas que eu reparei foi a limpeza. A cidade está muito bonita e limpinha", afirmou.

 

Entre a "emigrantada" e os turistas, "Biguinha" apontou as "coisas" novas na cidade, fruto das obras, ao abrigo de Guimarães 2012. "A zona de Couros, o jardim do Toural, o antigo Mercado Municipal, está tudo muito bonito. Gostava que isto continuasse assim", desejou. E o que sente por esta "nova" cidade? "Orgulho. Tudo que é da cidade Guimarães é bonito", respondeu.

 

Na mesma praça, na mesma rua, José Pereira, há 40 anos em França, passeia com a família, mulher e duas filhas. "Estou agora a ver as mudanças. Acho bonito", disse à Lusa. Mas, embora seja de cultura que se fala na cidade, outros equipamentos chamaram a atenção a este emigrante. "Por enquanto, vimos o centro comercial. Está muito bonito", referiu, explicando que "agora", depois da visita ao hipermercado, vai mostrar às filhas "Portugal, que elas pouco conhecem".

 

Da rua para a mesa de café de "Biguinha", da Europa para a África, surge outro emigrante, João Batista, em Angola há cinco anos. De 2011 para 2012 garante que as diferenças são "muitas", em Guimarães.

 

"É uma cidade muito mais moderna, limpa; muita autoridade que se vê pela rua, muito diferente", descreveu. Para este português vimaranense, ao fim de um ano, há uma "outra cidade" para ver. "Tenho que voltar a descobrir a cidade, sempre com mudanças", admitiu.

 

Apesar das alterações, para este João Batista, porém, uma coisa nunca muda - a partida. "A partida para a África é sempre difícil", assegurou.

 

Numa cidade marcada por 41 milhões de euros em obras, que se preparou para mais de 900 eventos culturais e milhares de turistas, em 2012, com mais polícia na rua e "muito mais limpeza", as diferenças entre Guimarães do ano passado e deste ano podem até ser explicadas de uma forma simples.

"É como tudo: na Páscoa as senhoras também limpam mais a casa", resumiu "Biguinha".

 

Agência Lusa/SAPO Notícias

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Cinema e música são duas apostas que se renovam em setembro em Guimarães 2012

O cinema brasileiro está em destaque em Guimarães 2012, no mês de setembro, com dois ciclos, e a música continua a encher o calendário da programação com destaque para a presença da violinista Viktoria Mullova e de Howe Gelb.


Cena do filme “Riscado”, de Gustavo Pizzi

 

O “Novíssimo cinema brasileiro” é o título do primeiro ciclo deste mês, que, entre 09 e 13 de setembro, dá a conhecer algumas das películas mais recentes deste país, numa progração definida por Américo Santos, do Festival Luso-Brasileiro de Santa Maria da Feira, em sessões a decorrer no São Mamede.

 

São cinco filmes nunca estreados em Portugal, o mais antigo de 2007, que, segundo o programa, saem das mãos de “jovens cineastas que recusam um olhar televisivo e procuram retratar um Brasil sem enfeites, sem clichés”.

 

A mostra abre com “Riscado”, de Gustavo Pizzi, seguindo-se, a 10, “O Céu sobre os ombros”, de Sérgio Borges, que aborda o mundo da prostituição e da transexualidade.

 

A 11 de setembro, a noite é para ver “A falta que nos move”, de Christiane Jathay e, a 12, um filme que retrata o pesadelo social brasileiro, “A casa de Alice”, realizado por Chico Teixeira.

 

O ciclo encerra com um “road movie”, “Além da Estrada”, a estreia de Charly Braun, que recolheu alguns prémios em vários festivais internacionais.

É a Glauber Rocha (1939-1981), figura tutelar do “cinema novo” brasileiro, que é dedicado o segundo episódio deste mês dedicado ao Brasil, com a exibição de cinco filmes essenciais do realizador, também no São Mamede, entre 16 e 20 de setembro. O seu primeiro filme, “Barravento”, abre a mostra, seguindo-se “Deus e o diabo na terra do sul”, um retrato da pobreza e da violência no nordeste brasileiro.

 

“Terra em transe”, o filme que o consagrou, ao receber em Cannes, em 1967, o Prémio da Crítica, é exibido a 18 de setembro, seguindo-se “António das mortes”, também premiado em Cannes, mas com o prémio para a melhor realização.

 

O ciclo encerra com a “Idade da Terra”, justamente o último filme do realizador e um dos mais polémicos da sua carreira.

 

A mostra decorre em parceria com a Cinemateca Portuguesa, em Lisboa, que vai exibir as mesmas obras do cineasta.

 

Música clássica em destaque

 

A música clássica vai continuar também a preencher a programação da Capital Europeia da Cultura, com destaque para a presença, este mês, no dia 14, da violinista de origem russa Viktoria Mullova que, com a Fundação Orquestra Estúdio, interpretará obras de Shostakovich, Strauss e Ravel e, em estreia absoluta, “Contraluz” do compositor português Pedro Faria.

 

Viktoria Mullova, conhecida pelas interpretações de JS Bach, Tchaikovsky ou Sibelius, mas também de composições vindas de outros universos, como os de Miles Davies, Duke Ellington, Alanis Morissette, Youssou N'Dour ou dos Beatles, ficou mundialmente conhecida quando em 1982, quando fugiu da URSS, aproveitando uma atuação na Finlândia, pouco depois de ter conquistado a Medalha de Ouro no Concurso Internacional Tchaikovsky, em Moscovo.

 

Com o namorado maestro e disfarçada com uma peruca loura, Mullova viajou com a ajuda de um jornalista para a Suécia, nesses anos da Guerra Fria, para descobrir fechada a embaixada norte-americana, onde tencionava pedir asilo político. Permaneceu dois dias fechada num quarto de hotel, enquanto as suas fotografias chegavam às primeiras páginas dos jornais.

 

Durante o mês de setembro, voltam a visitar Guimarães as orquestras do Algarve (a 7), a de Macau (a 22) e a Sinfónica do Porto (a 29), reforçando a aposta na música clássica, enquanto os amantes de outros géneros musicais vão ter de se contentar com a presença quase solitária de Howe Gelb, uma voz que ressoa à América profunda, algures entre Bob Dylan e Neil Young e que é a alma de projetos como Giant Sand ou Arizona Amp and Alternator.

 

Agência Lusa/SAPO Notícias

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Segunda-feira, 27 de Agosto de 2012

Caravana artística vai ligar as duas Capitais Europeias da Cultura

Uma caravana artística com cerca de 30 pessoas vai atravessar a Europa para "estreitar laços" entre as duas Capitais Europeias da Cultura 2012, Guimarães e a cidade eslovena de Maribor, uma iniciativa integrada no projeto Spera Mundi.


A comitiva, com artistas de Portugal, China, Macau, Hong Kong e Twain, sai de Guimarães dia 03 de setembro e dia 22 irá apresentar-se a Maribor, informou hoje a Fundação Cidade de Guimarães.

 

Spera Mundi é uma iniciativa a cargo das companhias Point View art Association (Macau), da Companhia Mystérios (Brasil) e da Companhia Erva Daninha, de Portugal.

 

Segundo explica a Fundação, este é um "programa multidisciplinar" que irá seguir uma "rota internacional" com destino à Eslovénia e com paragens em Tarrega, Marselha e Liubliana.

 

Este é um projeto, define a organização de Guimarães 2012, que "responde aos desafios de representar o potencial universalista de Portugal na Europa, e estreitar os laços que unem as duas Capitais Europeias da Cultura de 2012".

 

O espetáculo inaugural do projeto, a cargo do coletivo de Macau, "Playing Landscape", terá lugar dia 01 de setembro sendo uma "performance de interação entre a expressão tradicional e contemporânea de teatro e dança" que integra ainda um trabalho de pintura e multimédia de Cindy Ng.

 

A 02 de setembro, a Companhia Erva Daninha "ocupa" o Jardim do Centro Cultural Vila Flor com o espetáculo de circo contemporâneo "Aduela".

Depois da viagem que marcará a "ponte" entre Guimarães 2012 e a Capital Europeia da Cultura Maribor 2012, Spera Mundi volta aos palcos vimaranenses com as atuações da Companhia Mystério e Novidades, no Largo da Oliveira, a 28 e 29 de setembro.

 

O trabalho apresentado será o espetáculo "Gigantes pela Própria Natureza", uma orquestra de rua sobre pernas de pau, "inspirada em músicas tradicionais indígenas, africanas e europeias".

 

Agência Lusa/SAPO Notícias

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Quarta-feira, 1 de Agosto de 2012

Uma nova Maria nasceu na Capital Europeia da Cultura

Maria de Guimarães é o nome do novo símbolo vimaranense. Uma boneca de barro feita a "nove mãos" que pretende explicar e ilustrar as tradições da cidade, desde a cutelaria, bordados, curtumes e gastronomia, nasceu nesta terça-feira na Capital Europeia da Cultura Guimarães 2012.

Uma "mulher de armas", em forma de pote, que, segundo a criadora Madalena Martins, "é uma contadora de histórias, pronta a viajar pelo país, levando consigo Guimarães".

 

Apresentada como um "pote de segredos", Maria Guimarães traja as cores de Portugal, verde e vermelho, mas também o azul da primeira bandeira do país que nasceu em Guimarães.

 

"A Maria é uma contadora de histórias. A História de Guimarães, que é também de Portugal. Conta a alma da cidade e está pronta para viajar pelo mundo com as tradições da cidade e os segredos que lhe contarem", explicou Madalena Martins.

 

Roliça, Maria enverga o bombo dos Nicolinos na saia, "uma das marcas de Guimarães", à cinta três talheres que fazem desta Maria, como tantas outras, "uma mulher de armas" que usa as ferramentas típicas de Guimarães: as cutelarias.

 

Com o elmo de D. Afonso Henriques na cabeça, Maria Guimarães segura um pinheiro - símbolo de outra das festas de Guimarães - em couro, "lembrando a indústria dos curtumes vimaranense", além dos sapatos que traz às costas.

 

A cantarinha dos namorados, um pássaro em forma de rolha, separa os segredos de Maria do mundo e garante que esta "apenas conta algumas das histórias que sabe".

 

Numa única peça, afirma a autora, "estão representadas as indústrias representativas de Guimarães: cutelarias, curtumes, calçado, bordados e artesanato".

 

Quem quiser levar esta Maria para casa, pode encontrá-la à venda na loja da Capital Europeia da Cultura Guimarães 2012 em formato de boneca, chocolate ou íman.

 

Agência Lusa/SAPO Notícias

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Quinta-feira, 19 de Julho de 2012

Jorge Sampaio: Capital Europeia da Cultura é um sinal de esperança

Jorge Sampaio apontou a Capital Europeia da Cultura Guimarães 2012 como um "sinal de esperança" e como prova que a "vontade, talento e energia" dão a Portugal a "necessária projeção internacional".

 



No balanço de seis meses da Capital Europeia da Cultura (CEC) Guimarães 2012, o presidente do Conselho Geral da Fundação Cidade de Guimarães realçou que o evento está a mostrar que é "possível ir além do espaço" geográfico a que o país está "confinado".

 

De janeiro a julho, Guimarães 2012 desenvolveu 950 eventos, que se traduziram em 30 novos filmes, na estreia mundial de 10 novas criações musicais, 20 residências artísticas de teatro e dança, com uma assistência que ultrapassou os 300 mil participantes.

 

Segundo deu conta o presidente da Fundação Cidade de Guimarães, João Serra, já foram executados cerca de 40 por cento dos 25 milhões de euros previstos no orçamento global, que conta com um financiamento europeu de 18 milhões, "já completamente assegurado".

 

Já Sampaio destacou os "feitos" de Guimarães 2012 ao apontar que se "constataram sucessos em vários domínios", desde a nova criação, educação, formação e experimentação.

 

Impacto internacional


O ex-presidente da República ressalvou "a importância que Guimarães adquiriu no contexto nacional e internacional" e "o contributo económico e social" que o evento assumiu.

 

Sampaio destacou ainda o papel da CEC na internacionalização de Portugal avisando que "é preciso ir além do espaço geográfico do país numa altura em que é necessária projeção internacional" e que "Guimarães tem conseguido isso".

 

Exemplo desta projeção, apontou Sampaio, "é a percentagem de participantes nos eventos fora de Guimarães (50 por cento) e estrangeiros (25 por cento)". Ideia reforçada por João Serra, que referiu "a quantidade de visitantes institucionais que têm vindo à cidade", cerca de 700.

 

Financiamento garantido


Sobre a questão do financiamento, João Serra afirmou que "todas as candidaturas já estão apresentadas", 58 no total, e o "financiamento garantido", incluindo o do movimento associativo Tempos Cruzados. "Apesar da situação anormal vivida entre fevereiro e março, as contingências do passado estão ultrapassadas", assegurou.

 

Serra referia-se aos "atrasos" no pagamento dos fundos europeus através do Programa Novo Norte, consequentes da restruturação do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), superados pelo "regime de exceção" que o Governo reconheceu à CEC pela "importância e vitalidade do evento".

 

A Fundação chegou mesmo a ter que recorrer a empréstimos na banca tendo-se também "socorrido" da receita de bilheteira para "fazer face aos compromissos inerentes à execução da programação", segundo João Serra.

 

O presidente da Fundação garantiu, "que nada ficou por fazer ao contrário do que chegou a ser noticiado" admitindo, porém, que "foram necessários alguns ajustes".

 

Turismo aumenta


Ambos os responsáveis assinalaram que a CEC teve um "forte impacto" nos números do turismo de Guimarães, cuja taxa de ocupação por quarto passou de 47 para 62,2 por cento, em "claro contraciclo com a realidade nacional".

 

Também a venda de bilhetes do teleférico registou aumentos, na ordem dos 47 por cento, comparando com 2011, assim como o Paço dos Duques que atingiu os 220 mil visitantes nos primeiros meses de 2012, mais 40 por cento do que no ano anterior.

 

Agência Lusa/SAPO Notícias

Imagem: Almedina Mestrovac e Sara Kozlovic

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Terça-feira, 17 de Julho de 2012

Dormir numa escultura em Guimarães

É uma escultura? Uma instalação? Uma pequena habitação vermelha? O Shelter é tudo isso e desafia o público a repensar a sua relação com a obra de arte. Quem quiser até pode dormir neste "abrigo" que está em exposição na Plataforma das Artes, em Guimarães.

 


Numa visita a este novo espaço da Capital Europeia da Cultura (CEC) é impossível não reparar numa escultura vermelha de formas arredondadas que se destaca ainda de longe. Se chegar mais perto, vai acabar por reparar que a escultura tem janelas e uma porta.

 

O projeto Shelter foi pensado especialmente para a CEC, que este ano decorre em Guimarães. Gabriela Gomes, artista e designer, tem desenvolvido trabalhos entre a linha ténue que separa mas também une a escultura e o design.

 

“A ideia inicial foi fazer uma escultura onde se pudesse dormir lá dentro”, explica ao SAPO Notícias, o que implicou o desenvolvimento de um “projeto multidisciplinar”, que foi buscar muito à arquitetura e à engenharia.

 

O Shelter (abrigo em português) é autónomo em termos energéticos através de painéis solares colocados no topo da construção, que é feita de madeira, cortiça e OSB (aglomerado de partículas de madeira longas e orientadas). O exterior é revestido de cortiça projetada que “funciona como um impermeabilizante”, explica Gabriela Gomes.

 

Depois das questões técnicas, o conforto dos utilizadores também foi uma prioridade, desde já com o uso de “formas arredondadas” que dão a sensação de “proteção”, diz a criadora do Shelter. Tudo para que as pessoas que escolham ali dormir tenham “uma experiência inovadora em termos de contato com o espaço”.

 

Uma noite no Shelter custa 100 euros para duas pessoas com direito a pequeno-almoço e mais alguns “miminhos” disponibilizados por alguns dos parceiros do projeto. Gabriela Gomes diz que já existem reservas e até uma oferta de compra da instalação a partir do Canadá. Para já, o Shelter continua na Plataforma das Artes, em Guimarães. Quem não quiser lá dormir, sempre pode tentar espreitar por entre as suas janelinhas redondas.

 

Alice Barcellos/SAPO Notícias

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Cultura na cidade-berço

Guimarães é Capital Europeia da Cultura durante 2012. O SAPO Notícias quer sentir o pulso à cidade-berço através de reportagens, testemunhos e curiosidades.

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