Quarta-feira, 1 de Fevereiro de 2012

Um Castelo, um Palácio... e histórias de encantar

O Castelo de Guimarães e o Palácio dos Duques estão muito perto um do outro mas as suas histórias nunca se chegaram a cruzar. Se um é o símbolo do nascimento de Portugal, o outro conserva episódios da corte portuguesa no século XV. Partilham apenas o facto de serem os monumentos mais visitados da cidade de Guimarães.

 


Por estarem muito perto um do outro, os dois monumentos geram frequentemente confusão a quem os visita. "Muitas das vezes as pessoas visitam o Palácio e pensam que estão a visitar a casa onde viveu o rei D. Afonso Henriques. Ele não tem nenhuma ligação ao Palácio, está apenas ligado ao Castelo que fica aqui ao lado", explica Dulce Ribeiro, guia do Paço dos Duques, espaço que integra os dois monumentos, ao SAPO.

 

O que resta da construção que remonta ao século X faz aguçar a curiosidade dos visitantes, quanto mais não seja pela vista sobre a cidade. Foi lá que Afonso Henriques se bateu contra a sua mãe na Batalha de São Mamede, que marcou o nascimento de Portugal. A carga simbólica é evidente. "Apesar de estar em ruínas é um monumento nacional muito visitado, não pela construção em si, mas pela simbologia que lhe está associada", refere a guia.

 

Das muralhas do Castelo avista-se o Palácio dos Duques. Apesar de poucos metros separarem os dois monumentos, as suas histórias nunca se cruzaram. O espaço, que outrora pertenceu a D. Afonso (filho ilegítimo do rei D. João I e de D. Inês), é agora um Palácio que retrata a vida da realeza no século XV.

 

Depois de alguns séculos deixado ao abandono, durante os quais chegou a servir como quartel militar, o edifício começou a ser recuperado em 1937 por iniciativa de António de Oliveira Salazar. Desde 1910, juntamente com o Castelo de Guimarães, é considerado Monumento Nacional. Em 2007, o Castelo foi considerado uma das sete Maravilhas de Portugal.

 

Ambos os monumentos estão a sofrer pequenas obras de restauração para a Capital Europeia da Cultura 2012. No ano passado receberam ao todo 350 mil visitantes mas este ano a organização espera ultrapassar esse número com o evento.

 

Catarina Osório/SAPO Notícias

publicado por Equipa SAPO às 15:14
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Domingo, 22 de Janeiro de 2012

Milhares de pessoas foram ver festa da Capital da Cultura

 

Fotos: LUSA

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Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2012

Uma fábrica de cultura no centro de Guimarães

O Centro para os Assuntos da Arte e Arquitetura (CAAA) funciona, desde outubro do ano passado, num edifício que já foi uma fábrica em Guimarães. A aparência do espaço não engana quanto ao seu passado. Por fora, a fachada de cor escura, grandes janelas quadradas e, por dentro, salas amplas e com poucos acabamentos são provas da antiga função do CAAA.

 

Veja a reportagem em vídeo:

 


O “renascimento” do espaço é da responsabilidade de nove artistas de áreas diversas: cinema, fotografia, música, arquitetura, artes plásticas e design. O resultado já é bem visível nas inúmeras iniciativas que o centro tem organizado.

 

“O que nós fizemos foi recuperar o espaço de uma forma muito simples e muito barata para poder utilizá-lo para várias iniciativas relacionadas com arte”, conta ao SAPO Joana Gama, pianista e uma das fundadoras da instituição.

 

O CAAA partiu da iniciativa deste coletivo que apanhou a “onda” da Capital Europeia da Cultura (CEC), que arranca oficialmente neste sábado. “Era bastante improvável que isto pudesse acontecer sem o impulso da capital da cultura”, refere Joana Gama.

 

“Nós aproveitamos este momento em que a cidade está em grande rebuliço para lançar este projeto e para criar algo que nascesse antes de 2012 mas que ficasse para 2013 e para os anos seguintes”, afirma a pianista.

 

O objetivo principal é dinamizar bastante o espaço durante o ano para que este “fique conhecido em 2012 e que depois disso as pessoas continuem a vir cá”, diz.

 

Quatro galerias de arte, uma biblioteca, uma sala de espetáculos e uma de ensaios, estúdios para residências artísticas, laboratórios de criação digital, de fotografia, arquitetura e de produção audiovisual são os elementos que fazem do CAAA uma autêntica fábrica de cultura. 

 

Alice Barcellos/SAPO Notícias

publicado por Equipa SAPO às 11:04
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Cultura na cidade-berço

Guimarães é Capital Europeia da Cultura durante 2012. O SAPO Notícias quer sentir o pulso à cidade-berço através de reportagens, testemunhos e curiosidades.

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