Quarta-feira, 18 de Janeiro de 2012

Guimarães quer dar futuro aos jovens portugueses

Como vai ser Guimarães daqui a 20 anos? É difícil prever mas o diretor executivo da fundação que organiza a Capital Europeia da Cultura (CEC) tem uma certeza: “a cidade será muito mais qualificada do ponto de vista dos seus recursos após 2012”.

 


Num ano em que a crise domina as manchetes dos jornais, a Capital Europeia da Cultura, que arranca oficialmente neste sábado, vai mexer com Guimarães e com o resto do país.

 

Não somos a última capital europeia da cultura do passado, somos a primeira do futuro”, afirma Carlos Martins, diretor executivo da Fundação Cidade de Guimarães. “É nesse sentido que achamos que somos um espaço de oportunidade, de novas hipóteses para a vida da cidade e para as pessoas”, explica ao SAPO o responsável.

 

Mais do que ter um ano de “intensa” programação cultural, o desafio da Capital Europeia da Cultura é transformar a cidade-berço “num espaço amigável à criação”.

 

Para isso, a organização está a apostar em novas infraestruturas ligadas às indústrias criativas e à cultura. A Câmara Municipal investiu 70 milhões de euros na requalificação urbana e na construção de novos espaços. “Queremos mostrar que há futuro em Guimarães e que não precisamos de emigrar”, refere o diretor executivo da fundação.

 

A cidade será um espaço para os vimaranenses mas também para outros jovens portugueses que talvez não precisem sair de Portugal para terem espaços de criação, de produção de cinema, música, artes performativas, incubadoras de empresas, uma orquestra”, exemplifica o responsável.

 

Dar uma “nova camada” à cidade


Saber rentabilizar o estatuto de Capital Europeia da Cultura é talvez um dos maiores desafios para as cidades que acolhem este acontecimento. Por exemplo, no caso do Porto, alguns agentes culturais têm dúvida sobre a forma como a cidade explorou a oportunidade em 2001.

 

Uma década depois, sem sair do Norte do país, o cenário mudou e pretende-se mostrar que “uma cidade pequena ou média à escala europeia pode ser relevante”, defende Carlos Martins.

 

Não vamos mudar a cidade, vamos dar-lhe uma camada nova de programação e produção cultural que tenha como objetivo a afirmação internacional de Guimarães e de Portugal”, sustenta o responsável.

 

A CEC representa também uma nova etapa no próprio desenvolvimento económico de Guimarães. Inserida no Vale do Ave, “uma região em crise há muito tempo”, a cidade pode ser favorecida “com este tipo de investimento do lado mais criativo e na inovação cultural e artística”, espera Carlos Martins.

 

“Esta capital da cultura será medida daqui a 20 anos. Quando os jovens que hoje participaram neste projeto, seja como público, como fornecedores de conteúdo ou como voluntários, sintam que sua a vida mudou para melhor através desta oportunidade”, conclui o diretor executivo da Fundação Cidade de Guimarães.

 

Alice Barcellos/SAPO Notícias

publicado por Equipa SAPO às 14:00
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Guimarães é Capital Europeia da Cultura durante 2012. O SAPO Notícias quer sentir o pulso à cidade-berço através de reportagens, testemunhos e curiosidades.

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