Segunda-feira, 7 de Maio de 2012
Transformar lavadouros em obras de arte

A Capital Europeia da Cultura Guimarães 2012 lançou o desafio a artistas para "transformarem" em "obras de arte pública" os lavadouros do rio de Couros. Os melhores projetos serão escolhidos por um júri e pelo público.

 



Em comunicado enviado hoje, a Fundação Cidade de Guimarães anuncia o lançamento do concurso "Made-in", um desafio a designers e arquitetos para "transformar os lavadouros de Guimarães", situados no percurso do rio de Couros.

 

O "Made-in", comissariado por Aldo Rinaldi, pretende "selecionar propostas de reconfiguração de cinco espaços da cidade após 2012", dividindo-se num "concurso aberto" e num "concurso destinado a uma lista de artistas e profissionais convidados, que tem como objetivo criar um projeto para a conceção de um novo lavadouro público".

 

A escolha para estas intervenções justifica-se pelo facto do lavadouro público se assumir como um "emblema de tradição e domesticidade", mas também um "local para interação social e sentido comunitário".

 

A premissa da encomenda baseia-se em dois elementos: "os aspetos de compromisso social e a necessidade de uma obra escultórica criada por um artista ou arquiteto".

 

Num momento em que a paisagem de Guimarães "se altera", adianta o comunicado, "o reposicionamento e a tensão entre hábitos antigos e as novas práticas infiltram-se, cada vez mais, na vida diária".

 

A "eleição das melhores" propostas caberá, "numa primeira fase", a um júri composto por seis elementos, que irá escolher "12 propostas do concurso aberto e três do concurso por convite".

 

Em outubro, "os trabalhos previamente selecionados vão estar expostos no Centro para os Assuntos da Arte e Arquitetura (CAAA) e aí sujeitos à votação dos visitantes e das suas preferências".

 

Assim, o "Made-in" dá a oportunidade de artistas "se dedicarem a Guimarães e à herança da cidade", desenvolvendo "ideias que enriqueçam, examinem e reflitam o seu contexto".

 

A inscrição é gratuita e deve ser feita através da página oficial da iniciativa.

 

Agência Lusa/SAPO Notícias



publicado por sapo às 17:34
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Sexta-feira, 13 de Abril de 2012
Castelo de Guimarães será "assaltado, destruído e reconstruído"

Símbolo da cidade, o castelo de Guimarães pode despertar memórias e sentimentos distintos. A partir deste sábado, o monumento entra na rota da Capital Europeia da Cultura com o arranque da iniciativa “Castelo em Três Atos”, que vai refletir sobre o passado, presente e futuro do castelo.

 

 

O castelo de Guimarães vai ser “assaltado, destruído e reconstruído”, numa iniciativa em três atos que pretende mostrar o “símbolo da nacionalidade” como “fortaleza do passado, muralha ténue no presente e ponte para o futuro”.

 

O “Castelo em Três Atos: Assalto, Destruição e Reconstrução” é uma iniciativa da Capital Europeia da Cultura Guimarães 2012, comissariada por Paulo Cunha e Silva e que tem como “principal metáfora” o simbólico mas real castelo de Guimarães.

 

“O Castelo é um lugar comum de Guimarães. Mas é uma realidade incontornável”, explica Paulo Cunha e Silva.

 

Mas que castelo? “A muralha, a simbologia, a fortaleza, a prisão. Tudo isto é o castelo. Castelo que é palácio, que encanta, mas também castelo que é masmorra e amedronta”, respondeu.

 

“É o principal símbolo da nacionalidade. Uma fortaleza do passado que ergue uma muralha no presente. Uma muralha ténue perante a incerteza dos dias e que da força das pedras, da resposta a questões incontornáveis, constrói pontes para o futuro”, reflete o comissário da iniciativa.

 

Castelo em Três Atos” promove, de abril a setembro, seis meses de reflexão entre exposições, propostas de castelos, deambulações cinematográficas e até culinária, porque dentro das muralhas de um castelo tudo acontece.

 

Recorde a reportagem que o SAPO Notícias realizou sobre o local:

 

 

Agência Lusa/SAPO Notícias



publicado por sapo às 13:25
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Quinta-feira, 12 de Abril de 2012
Guimarães retratada em quatro selos

A história e a alma da cidade foram a inspiração para uma coleção de selos dos CTT que começou a circular nesta quarta-feira e pretende dar mais notoriedade à Capital Europeia da Cultura 2012.

 


Estes quatro selos, e ainda um bloco filatélico, vão ser postos a circular pelos CTT - Correios de Portugal e contarão com uma edição de um milhão de exemplares com imagens alusivas à "História, Pessoas, Turismo, Espaço e Cidade".

 

A designer responsável pela conceção dos selos, Elizabete Fonseca, explicou que as "imagens escolhidas e tratadas" pretendem "mostrar a cidade e alma vimaranense em imagens com a dimensão de 4 centímetros por 3,06 centímetros".

 

Segundo a designer, "este não foi um desafio fácil" pois "passar uma cidade para um selo é complicado, quanto mais uma cidade com a dimensão histórica e cultural de Guimarães".

 

O lançamento desta coleção será ainda assinalado pelo envio de cartas a Maribor, cidade que é, a par com Guimarães, Capital Europeia da Cultura em 2012, e ao presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso.

 

Agência Lusa/SAPO Notícias



publicado por sapo às 17:12
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Quinta-feira, 15 de Março de 2012
A Europa dentro de uma orquestra

Nuno Silva, português de 24 anos, Chiara Antico, italiana de 21 anos, e António Serrano, espanhol de 28 anos, conseguiram um emprego que corresponde à sua formação: são músicos da Fundação Orquestra Estúdio, em Guimarães.

 


 

O agrupamento musical, liderado pelo maestro Rui Massena, é uma das estrelas da companhia da Capital Europeia da Cultura, Guimarães 2012. “É uma orquestra de jovens, que tem muita garra e quer muito que isso signifique uma oportunidade para a sua vida artística”, conta ao SAPO Notícias Rui Massena.

 

Desde o final do ano passado, Guimarães ganhou novos habitantes que mudaram o cenário da cidade. “São 60 músicos a viver cá, portanto as pessoas dos restaurantes, cafés e teatros já conhecem toda esta população”, salienta o maestro. “É muito giro ver esta imagem dos músicos com os instrumentos às costas a passear pela cidade, eu acho que isso transforma de facto a cidade”, completa Rui Massena.

 

Para estes jovens músicos portugueses, e de outros países da Europa, estar na orquestra é uma oportunidade para trabalhar naquilo que estudaram durante muitos anos. “Tinha acabado a licenciatura, estava à procura de trabalho e ainda por cima foi naquilo que eu realmente gostava de fazer que era tocar em orquestra”, explica Nuno Silva, que toca trompa.

 

“Representa uma oportunidade para 60 jovens fazerem aquilo para que se formaram, pessoas que estudaram música para depois tocar e não para dar aulas”, nota Rui Massena, lembrando que “este é um dos dramas do nosso país e de muitos países”. “As pessoas formam-se para tocar e depois têm que dar aulas porque não têm lugares” em orquestras, justifica o maestro.

 

Depois de arrumar a sua viola, Chiara Antico diz que é a primeira vez que tem um contrato de trabalho tão longo. “É uma ótima oportunidade, sobretudo porque sou muito jovem e quero aprender com esta experiência”, afirma.

 

Já António Serrano lembra que conseguir um emprego como músico de orquestra está muito difícil, “especialmente para quem toca clarinete”, que é o seu caso. O espanhol reconhece que a cidade-berço acolheu os músicos de uma forma “fenomenal” e que já se sente um “vimaranense”.

 

E depois de 2012?

 

Rui Massena espera que no futuro o projeto Fundação Orquestra Estúdio possa perdurar. “Esta orquestra é uma plataforma para se continuar a trabalhar música em Portugal, para a instituição orquestra continuar a sobreviver, hoje mais adaptada à sociedade como nós a temos”, diz.

 

“Espero que isso seja uma semente que no futuro seja regada por alguém”, conclui o maestro.

 

Alice Barcellos/SAPO Notícias



publicado por sapo às 11:09
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Terça-feira, 13 de Março de 2012
Reclusos de Guimarães vão reescrever "Memórias do Cárcere" de Camilo Castelo Branco

O livro “Memórias do Cárcere”, de Camilo Castelo Branco, vai ser reescrito por reclusos do Estabelecimento Prisional de Guimarães, na forma encontrada pela Capital Europeia da Cultura (CEC) Guimarães 2012 para assinalar a obra camiliana.


A iniciativa, apresentada nesta terça-feira, vai ainda recordar o autor português com projeção de três versões de "Amor de Perdição", realizadas em diferentes alturas do século 20.

 

"Este projeto pretende trazer Camilo Castelo Branco até à CEC, num momento de comemoração dos 150 anos de duas das suas importantes obras da literatura portuguesa", explicou o presidente da Fundação Cidade de Guimarães, João Serra.

 

Durante os próximos oito meses, o projeto inclui sessões de leitura no Estabelecimento Prisional de Guimarães e formação de escrita criativa, para que os reclusos aderentes "aprendam a transpor para o papel as suas experiências".

 

Segundo João Serra, esta iniciativa "pretende dar um sinal claro que esta é uma CEC inclusiva", de forma a abranger designadamente "aqueles que em determinado momento da vida têm menos visibilidade".

 

As memórias pessoais dos reclusos da cadeia de Guimarães vão, no final do projeto, ser compiladas num livro.

 

Além da vertente de escrita e leitura, esta iniciativa inclui também uma vertente audiovisual, na qual os reclusos vão ter um primeiro contato com ferramentas de captação de som e imagem, de forma a criarem bases para a realização do seu próprio filme.

 

Todo este caminho vai ser documentado em filme por Tiago Afonso e poderá ser visionado em novembro na casa do próprio Camilo Castelo Branco, em Vila Nova de Famalicão.

 

Esta é uma iniciativa que junta a Fundação Cidade de Guimarães, Câmara Municipal de Famalicão e o Estabelecimento Prisional de Guimarães à Casa de Camilo.

 

Agência Lusa

 



publicado por sapo às 16:33
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Segunda-feira, 12 de Março de 2012
Fotógrafos estrangeiros projetam uma Guimarães "transgénica"

Quatro fotógrafos estrangeiros foram desafiados a lançar um novo olhar sobre a cidade de Guimarães, Capital Europeia da Cultura (CEC) 2012. O resultado pode ser visto na exposição "Missão fotográfica, Paisagem transgénica", no Palácio Vila Flor até 20 de maio.

 

O belga Filip Dujardin, o sueco J.H. Engström, o italiano Guido Guidi e a norte-americana Katalin Deér captaram mais de 150 imagens de espaços da cidade de Guimarães. A convite da organização CEC 2012, os fotógrafos estiveram durante o ano de 2011 em residência artística na cidade, o que resultou na exposição inaugurada no passado sábado.

 

Cada um construiu, assim, um novo olhar sobre a CEC 2012. JH Engström percorreu a cidade com uma polaroid registando imagens bucólicas e de cores saturadas. Deér fotografou fábricas, casas, torres de quartéis de bombeiros e Guido Guidi concentrou-se em pormenores de construções. Dujardin recorreu mesmo à edição digital para ilustrar o seu olhar, nomeadamente sobre o Castelo e o Paço dos Duques, elevando ao extremo o mote da exposição.

 

Veja a galeria de fotos:

 

 

 

SAPO Notícias



publicado por sapo às 17:33
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Sexta-feira, 2 de Março de 2012
Programação: É tempo para criar em Guimarães

Os Fura Dels Baus regressam em março à Capital Europeia da Cultura Guimarães 2012, num mês dominado pelas artes performativas, pela estreia da obra encomendada ao compositor Wim Merters e pela abertura da exposição dedicada ao arquiteto Nuno Portas.


O terceiro mês do ano marca ainda a abertura do ciclo "Tempo para Criar" de Guimarães 2012, pela homenagem a Martins Sarmento com uma exposição integrada na iniciativa "Reimaginar Guimarães" e pela evocação de John Cage em Conceptualizing Cage Now.

 

Depois da aposta ganha no grupo catalão La Fura dels Baus para abrir a Capital Europeia da Cultura (CEC), a companhia volta a Guimarães para um segundo espetáculo de rua, a 24 de março, com o qual se inicia o "segundo tempo" de Guimarães 2012, "Tempo para Criar".

 

Num mês marcado pelas artes performativas, a "Morte de Danton", com encenação de Jorge Silva Melo, é a primeira peça a subir ao palco do Centro Cultural Vila Flor, estreando-se a 02 de março.

 

Segue-se, a 09 de março, o "Lamento de Branca de Neve", na interpretação da coreografa Olga Mesa, mais uma estreia absoluta ao abrigo de Guimarães 2012.

 

Destaque também para o retrato do cativeiro político de Portugal, antes do 25 de abril, através da história de Carlos Costa, companheiro de Álvaro Cunhal na fuga da cadeia de Peniche, feito em "Diz-lhe que não falarei nem que me matem", em cena de 15 a 17 de março.

 

A dança assume protagonismo na obra "A Viagem", de 16 a 17 de março na ASA, num espetáculo que pretende estabelecer linhas de comunicação entre performances de dança com linguagens opostas, mais uma criação original de Guimarães 2012.

 

Exposições


Quanto a exposições, o elogio a Nuno Portas marca o mês, com a abertura a 10 de março, da exposição "O ser urbano", uma abordagem às diversas escalas, formas de pensar e fazer a cidade, conduzida pela vida e a obra do arquiteto, até 20 de maio no espaço ASA.

 

Também John Cage é lembrado por Guimarães 2012 com "Conceptualizing Cage Now", que entre 10 de março e 29 de abril pretende apresentar uma releitura do experimentalismo radical de Cage. A exposição pode ser vista no Centro para os Assuntos da Arte e Arquitetura.

 

Integrada na iniciativa "Reimaginar Guimarães", a CEC relembra, de 9 de março a 8 de abril, uma figura marcante da vida cultural vimaranense com a exposição Fotógrafo Martins Sarmento, a cargo de Jorge Campos.

 

Música


Já na música, as expectativas viram-se para a estreia da obra encomendada ao compositor flamengo Wim Mertens, apresentada dia 7. Intitulada de "Europa" a criação de Mertens, assim como algum reportório do compositor, sobe ao palco pela Fundação Orquestra Estúdio.

 

A série Master Pices tem, novamente, destaque este mês com a vinda à CEC de Guy Braunstein, concertino da Orquestra Filarmónica de Berlim, para a estreia mundial de mais uma obra encomendada ao abrigo de Guimarães2012.

 

Desta feita, a 14 de março ouvir-se-á pela primeira vez "A incrível jornada de Sousa Mendes", de Nuno Corte-Real.

 

Agência Lusa



publicado por sapo às 09:49
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Cultura na cidade-berço
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